Medicamentos para hipertensão ganham novas regras após recolhimento




Anvisa aprovou um novo regulamento sobre impurezas do tipo nitrosaminas



A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (14), um novo regulamento sobre impurezas do tipo nitrosaminas em medicamentos para hipertensão da classe dos antagonistas de receptores da angiotensina II, as “sartanas”.



A regulamentação faz parte da estratégia para assegurar um controle sanitário adequado, medida equivalente à adotada pelas autoridades sanitárias da Europa e dos Estados Unidos, a fim de garantir a segurança deste tipo de fármaco. Nessa lógica, será solicitado aos fabricantes de medicamentos contendo “sartanas” que comprovem que os insumos farmacêuticos ativos utilizados na fabricação de seus produtos estão dentro das especificações para nitrosaminas.



A norma, que deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, estabelece regras para investigação, controle e eliminação de nitrosaminas. A medida regulatória se aplica a empresas fabricantes, importadoras e fracionadoras de insumos farmacêuticos; companhias fabricantes e importadoras de medicamentos; e farmácias de manipulação. De acordo com o texto, há prazos de adequação específicos para as empresas farmacêuticas e importadoras ajustarem os seus fornecedores de insumo farmacêutico ativo, de forma que a síntese dessas substâncias não forme essas impurezas.


O recolhimento determinado pela Agência atinge apenas lotes específicos de medicamentos para hipertensão, estratégia adotada em diversos países para os mesmos produtos. Desde julho de 2018, a Anvisa tem realizado publicações e ações alinhadas com agências do mundo inteiro, tais como a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos da América (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), visando a segurança da saúde da população e a qualidade dos produtos consumidos.


No Brasil, além do recolhimento de lotes de medicamentos para hipertensão, as ações da Anvisa incluem a suspensão da fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação. No total, foram efetuadas 14 suspensões de três insumos (losartana, valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais.






Fonte: Guia da Farmácia




Anvisa recolhe 200 lotes de losartana, valsartana e outros remédios para pressão alta; confira a lista



Agência encontrou pequena concentração de substâncias que causam câncer; pacientes não devem parar uso sem consultar um médico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) anunciou na quarta-feira (08) que recolheu cerca de 200 lotes de remédios reguladores de pressão arterial após identificar em sua fórmula impurezas que podem causar câncer . Os medicamentos que tiveram lotes recolhidos são o losartana — o segundo mais vendido no Brasil — e o valsartana. Das 29 empresas analisadas, apenas quatro tiveram lotes considerados contaminados. Confira abaixo a lista dos remédios e os números dos lotes afetados.

Princípio ativo: Losartana e Hidroclorotiazida.

Dosagens de 50mg/12,5mg.


Lotes recolhidos:



BCA3D001, BCA3D002, BCA3D003, BCA3E002, BCA3E003, BCA3E004, BCA3E005, CE32C014 e CE32D004



Torlós (Torrent)



Princípio ativo: Losartana



Dosagens de 25mg e 50mg.



Lotes recolhidos:



C502C002, C502D005, C502D006, C502D007, C502D008, C502D009, C502E003, C502E004, C502E005, C502E006, C502E007, CE32C003, CE32C004, CE32C005, CE32C014, CE32C015, CE32C016, CE32C017, CE32C023, CE32C024, CE32C025, CE32C026, CE32C027, CE32C028, CE32D004, CE32D005, CE32D007, CE32D008, CE32D009, CE32D010, CE32D011, CE32D012, CE32D013, CE32D014, CE32D015, CE32D016, CE32D017, CE32D018, CE32D019, CE32E001, CE32E002, CE32E003, CE32E004, CE32E005, CE32E008 e CE32E009.

Valsartana genérico (Medley)



Princípio ativo: Valsartana.



Dosagens de 80mg, 160mg, 320mg.



Lotes recolhidos:



733658, 837417, 733655, 757334, 837840, 828879, 782196, 840443, 838275, 825364, 733664, 793873, 835644, 835151, 733662, 782199, 831843, 839254, 840673, 733660, 773057, 793872, 827251, 837572 e 837574.

Valsartana genérico (EMS)



Princípio ativo: Valsartana.



Dosagens de 80mg, 160mg, 320mg.



Lotes recolhidos:



0P1483, 0Q4432, 0R5429, 0Q4435, 0Q4436, 0Q4437, 0Q4438, 0R1000, 0R5948, 0R5950, 0J5245, 0K1133, 0M8461, 0N4738, 0N4739, 0P1493, 091494, 0P8392, 0R5440, 0R5441, 0R5443, 0S4126, 0R5439, 0S4125, 0S6816, 0S6817, 0S6818 e 0M8452.



Valsartana genérico (Germed)



Princípio ativo: Valsartana.



Dosagens de 80mg e 160mg.



Lotes recolhidos:



0P1758, 0Q4544, 0P1780, 0Q4550, 0Q4551, 0R0999, 0R3585, 0R6329, 0K1369, 0L2550, 0P1782, 0P1784, 0R6332, 0R6333, 0R6334, 0S4128, 0Q4627 e 0R6030.
Valsartana genérico (Legrand)



Princípio ativo: Valsartana.



Dosagens de 80mg, 160mg e 320mg.



Lotes recolhidos:



0P7264, 0Q4603, 0R6225, 0Q4608 e 0R6235
BRASART (EMS Sigma Pharma)



Princípio ativo: Valsartana.



Dosagens de 80mg, 160mg e 320mg.



Lotes recolhidos:



0P2051, 0Q4750, 0Q4803, 0P2053, 0P8484, 0Q4751, 0S7414, 0M2611, 0M6269, 0M9209, 0O0607, 0R3122 e 0S4124.
BRASART BCC (EMS)



Princípio ativo: Valsartana e Besilato de Anlodipino



Dosagens de 160mg/5mg, 320mg/5mg, 320mg/10mg e 320mg/ 5mg



Lotes recolhidos:



0Q4806, 0Q4796, 0R5752, 0S5558, 0K1849, 0M9215, 0M7466, 0L8510, 0N9443, 0Q5026 e 0L6399
BRASART HCT (EMS)



Princípio ativo: Valsartana e Hidroclorotiazida



Dosagens: 160mg/25mg, 160mg/12,5mg, 320mg/12,5mg e 320mg/25mg



Lotes recolhidos:



0Q4761, 0K1902, 0M9186, 0M9187, 0R5663, 0Q4804, 0R9971, 0P7277, 0J5127, 0L2969, 0L5276, 0M9208, 0N5025, 0O0572, 0P2093, 0Q4784, 0R3634, 0K1905, 0N5020, 0N5021, 0P2073, 0P2074, 0Q4760, 0Q4758, 0Q4759

Importação, distribuição e comercialização suspensas



A agência também informou que suspendeu a importação, distribuição e comercialização de outros produtos da mesma classe de controle de pressão — os terminados em "sartana" —, nos quais foram encontrados indícios ou evidência de potencial cancerígeno.



Com receio de que os brasileiros com pressão alta parem de tomar o remédio após a notícia do recolhimento, a Anvisa informou que o potencial cancerígeno encontrado nesses produtos é "ínfimo" e que os pacientes não devem se alarmar ou fazer mudanças nos seus tratamentos sem antes consultar um médico ou um farmacêutico.



— Se o hipertenso parar de usar os medicamentos, ele pode ter consequências muito serias à saúde ainda no mesmo dia —, explicou o gerente-geral de inspeção e fiscalização sanitária, Ronaldo Gomes.



Os números divulgados pela Agência de Medicamentos Europeia (EMA, em inglês), indicam que, se um paciente tomar uma dose máxima do remédio afetado por 5 anos, a exposição vai gerar um novo caso em cada 6 mil pacientes. No Brasil, a incidência normal de câncer é de 1 a cada 333 brasileiros, em um total de 600 mil diagnósticos da doença por ano.
As recomendações da Anvisa aos pacientes



Continuar tomando seu medicamento, a menos que tenha sido aconselhado a parar pelo seu médico.



Nem todos os medicamentos contêm impurezas.



Se o medicamento que você toma foi suspenso ou recolhido, procure seu médico ou farmacêutico.



Existem outras opções no mercado que podem ser prescritas e adquiridas.



Somente troque de medicamento quando já tiver o novo em mãos, pois a interrupção do tratamento da hipertensão pode produzir malefícios instantâneos, inclusive risco de morte por derrame, ataque cardíacos e insuficiência renal.





Fonte: Globo







Genéricos proporcionam economia de R$ 130 bilhões



A economia que os genéricos trazem à população é indiscutível. Eles atuam como regulador de preços, favorecendo o consumidor

Desde que chegaram ao mercado, em 1999, os genéricos já proporcionaram, aos brasileiros, uma economia de mais de R$ 106 bilhões em gastos com medicamentos, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos).

“Esse valor considera apenas o impacto do custo 35% menor previsto em lei para os genéricos frente aos medicamentos de referência. A economia proporcionada, entretanto, é substancialmente maior, uma vez que, em média, os genéricos custam 60% menos que os medicamentos de referência”, destaca a presidente da entidade, Telma Salles, reforçando que esse valor também não captura a redução de preços que os fabricantes de medicamentos de referência têm de fazer para manter a competitividade desses produtos. “Os
genéricos atuam como regulador de preços, favorecendo o consumidor”, constata.

Para a indústria, os esforços para conquistar e crescer no mercado de genéricos, sem perder o faturamento, são grandes, tendo em vista que este é um setor bastante competitivo.

“As empresas trabalham, continuamente, para melhorar a eficiência, investindo em inovação. Algumas apostam também na entrada no segmento de biossimilares. Tudo isso amplia a capacidade de competição e o resultado das indústrias”, analisa Telma.



fonte: Guia da Farmacia



Governo vai liberar preços de medicamentos isentos de prescrição



Hoje, 30% desses produtos já têm preços livres

O governo decidiu liberar os preços de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), segundo reportagem divulgada, hoje, no Valor Online. Hoje, 30% desses produtos já têm preços livres. De acordo com a matéria, o plano é ampliar a lista, especialmente dos produtos onde há concorrência na fabricação, mas isso será feito de forma gradual, provavelmente em três etapas. Prazos e quantidades devem ser definidos em duas semanas, quando o comitê executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) voltar a se reunir.

“Começamos um processo de reconstrução de mercados, promovendo liberalização e, consequentemente, deixando a competição definir preços”, disse ao Valor o secretário-especial-adjunto de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Igor Calvet. A liberalização ocorre no momento em que as redes de farmácias estão acirrando a competição no País.

De acordo com o Globo Notícias, o secretário-executivo da CMED, Ricardo Santana, destacou que a medida de liberar os preços de medicamentos isentos de prescrição é saudável tanto do ponto de vista econômico como para o consumidor, inserindo-se no processo de desburocratização e maior eficiência regulatória do Estado. Ele destacou que há produtos em que há cerca de 40 empresas competindo e que os consumidores são atentos e buscarão opções melhor de preços. Disse, ainda, que o governo vai reforçar o monitoramento dos produtos e agirá para coibir movimentos que, eventualmente, prejudiquem o consumidor.



Fonte: Valor Online/ Globo Notícias



Farmácia Popular atende cerca de 50 milhões de pessoas



Benefícios do Programa Farmácia Popular envolvem a garantia de acesso à saúde por grande parte da população brasileira

Segundo o diretor da MSD Assessoria, Márcio Duque, que palestrou sobre Critérios de Utilização do Sistema Antifraude no Farmácia Popular, na sala Varejo em Foco, coordenada pela Contento Comunicação, durante evento Abradilan Conexão Farma 2019, é fácil perceber o sucesso do Programa Farmácia Popular quando se leva em conta a quantidade de pessoas atendidas nos estabelecimentos privados, que já passa de 48 milhões.

“O Programa tem tirado a maioria dessas pessoas dos postos de saúde, oferecendo a liberdade de retirar seus medicamentos em estabelecimentos próximos a suas residências, além de ter oferecido a oportunidade a milhares de pessoas de cuidar melhor da saúde quando se refere a doenças crônicas”, analisa.

As vantagens do Programa Aqui tem Farmácia Popular (feito em parceria com farmácias e drogarias privadas) são inúmeras para o negócio, segundo indica Duque.

“Se levarmos em consideração que muitos estabelecimentos têm tíquete médio superior a R$ 40,00, quando este valor é multiplicado pela quantidade de pessoas atendidas mensalmente, o Programa oferece um canal de vendas com excelente lucro”, exemplifica, acrescentando que as farmácias participantes também podem ser beneficiadas pelo incremento da cesta de compras pelo consumidor.

“Principalmente nas pequenas e médias cidades, onde muitos estabelecimentos conseguem fidelizar os clientes pelo seu bom atendimento, gera-se uma receita adicional por cativar o cliente e o mesmo, ao retornar a farmácia, compra outros itens”, sinaliza.

Duque ressalta a importância de iniciativas como a da Contento, de levar conteúdo exclusivo e conhecimento à toda cadeia farmacêutica e pretende que a parceria perdure por muitos anos.



Fonte: Guia da Farmácia




10 dicas para vender mais em 2019



A expectativa é de que a mudança de governo e a aprovação de reformas impulsionem a economia brasileira; o varejo farmacêutico precisa estar preparado para aproveitar o bom momento que se aproxima. O objetivo é ter ainda mais prosperidade no novo ano

O desejo por dias melhores movimenta as análises de especialistas em economia. Reformas na Previdência e nos processos políticos são esperadas como forma de desacelerar a crise e retomar o crescimento com maior otimismo nas manchetes dos jornais e entre os empresários, a tendência é de que o brasileiro em geral se sinta mais confiante e com maior disposição para consumir.

O canal farma precisa estar preparado para tirar o melhor proveito desse bom momento que deve chegar nos próximos meses. Estar em sintonia com as demandas do cliente é o ponto de partida. As farmácias devem deixar de ser somente pontos de venda (PDVs), para se transformar em verdadeiros pontos de experiência. Para tal, é preciso pensar todos os tópicos de operação da loja, desde o formato e a divulgação da oferta de produtos e serviços, passando pelo layout e atendimento, com instrumentos de monitoramento e controle das métricas de vendas e estoque.


fonte: guiadafarmacia





Reajuste no preço dos medicamentos é estimado em 4,46% em 2019


Projeção é da Interfarma e índice deve ser autorizado pelo governo em abril

O reajuste anual de preço de medicamentos deve ser fixado em 4,46% em 2019, segundo estima a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Espera-se que novo índice comece a valer em abril, embora as alterações no varejo sejam percebidas gradualmente, conforme os estoques forem sendo renovados.

No Brasil, o preço dos medicamentos é regulado pelo governo. Estipula-se um valor máximo a ser cobrado (preço lista) sempre que uma nova terapia chega ao mercado. Contudo, fabricantes e varejo podem aplicar descontos. Algumas classes de medicamentos chegam a apresentar descontos superiores a 60%.

Anualmente, o preço lista dos medicamentos é corrigido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a partir de uma fórmula que considera a inflação do período, a produtividade da indústria, a concorrência de diferentes classes terapêuticas, o impacto da energia elétrica e das oscilações do câmbio, entre outros fatores.

Neste ano, houve forte influência do câmbio no cálculo, embora a inflação ainda seja o principal fator, estipulada pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Reajuste abaixo da inflação

O reajuste autorizado aos medicamentos não corrige a inflação, resultando assim numa defasagem de preços ao setor. Entre 2005 e 2018, os medicamentos tiveram 86,99% de reajuste, enquanto a inflação do período foi de 118,84%. Isso significa uma diferença de 31,85 pontos percentuais. Caso a estimativa de reajuste seja confirmada, a defasagem continuará superior a 31 pontos percentuais.



Fonte: Guia da Farmácia