10 dicas para vender mais em 2019



A expectativa é de que a mudança de governo e a aprovação de reformas impulsionem a economia brasileira; o varejo farmacêutico precisa estar preparado para aproveitar o bom momento que se aproxima. O objetivo é ter ainda mais prosperidade no novo ano

O desejo por dias melhores movimenta as análises de especialistas em economia. Reformas na Previdência e nos processos políticos são esperadas como forma de desacelerar a crise e retomar o crescimento com maior otimismo nas manchetes dos jornais e entre os empresários, a tendência é de que o brasileiro em geral se sinta mais confiante e com maior disposição para consumir.

O canal farma precisa estar preparado para tirar o melhor proveito desse bom momento que deve chegar nos próximos meses. Estar em sintonia com as demandas do cliente é o ponto de partida. As farmácias devem deixar de ser somente pontos de venda (PDVs), para se transformar em verdadeiros pontos de experiência. Para tal, é preciso pensar todos os tópicos de operação da loja, desde o formato e a divulgação da oferta de produtos e serviços, passando pelo layout e atendimento, com instrumentos de monitoramento e controle das métricas de vendas e estoque.


fonte: guiadafarmacia





Reajuste no preço dos medicamentos é estimado em 4,46% em 2019


Projeção é da Interfarma e índice deve ser autorizado pelo governo em abril

O reajuste anual de preço de medicamentos deve ser fixado em 4,46% em 2019, segundo estima a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Espera-se que novo índice comece a valer em abril, embora as alterações no varejo sejam percebidas gradualmente, conforme os estoques forem sendo renovados.

No Brasil, o preço dos medicamentos é regulado pelo governo. Estipula-se um valor máximo a ser cobrado (preço lista) sempre que uma nova terapia chega ao mercado. Contudo, fabricantes e varejo podem aplicar descontos. Algumas classes de medicamentos chegam a apresentar descontos superiores a 60%.

Anualmente, o preço lista dos medicamentos é corrigido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a partir de uma fórmula que considera a inflação do período, a produtividade da indústria, a concorrência de diferentes classes terapêuticas, o impacto da energia elétrica e das oscilações do câmbio, entre outros fatores.

Neste ano, houve forte influência do câmbio no cálculo, embora a inflação ainda seja o principal fator, estipulada pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Reajuste abaixo da inflação

O reajuste autorizado aos medicamentos não corrige a inflação, resultando assim numa defasagem de preços ao setor. Entre 2005 e 2018, os medicamentos tiveram 86,99% de reajuste, enquanto a inflação do período foi de 118,84%. Isso significa uma diferença de 31,85 pontos percentuais. Caso a estimativa de reajuste seja confirmada, a defasagem continuará superior a 31 pontos percentuais.



Fonte: Guia da Farmácia




CFF e CRF-SP condenam venda de antibióticos sem prescrição


Resposta das entidades se refere ao projeto de lei nº 545/2018

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de suas assessoria e comissão parlamentares, acompanhou, em dezembro, a apresentação do projeto de lei nº 545/2018, pelo senador Guaracy Silveira (PSL-TO), suplente da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que propõe a venda de antibióticos sem prescrição médica.

O CFF aguarda o início das atividades no Congresso Nacional para se reunir com o autor do projeto e demais senadores, e mostrar que o uso de medicamentos em geral, e não apenas de antibióticos, é muito mais complexo do que o suplente de senador demonstrou acreditar em seu discurso, por ocasião da apresentação do projeto.

O Conselho afirma que compreende “a angústia do senador quanto à situação da população sem acesso à assistência que lhe permita fazer o uso correto e seguro de medicamentos, mas a saúde é um direito constitucional e a obrigatoriedade da presença do farmacêutico nas farmácias durante todo o tempo de funcionamento desses estabelecimentos faz parte desse direito, por determinação legal”.
O CFF reforçou que o uso indiscriminado e inadequado de medicamentos é uma preocupação mundial. Segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado, 500 mil pessoas de 22 países de baixa e alta renda estavam sob suspeita de infecção por bactérias resistentes a antibióticos.

CRF-SP também repudia a venda de antibióticos sem prescrição

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) também repudiou o novo projeto de lei. De acordo com a entidade, o senador não observou a melhor técnica legislativa na elaboração do projeto, justificando-o, simplesmente, como um apelo populista. “A proposta do senador é um verdadeiro retrocesso social que ocasionará a resolução da diretoria colegiada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), número 20/2011, que determina a exigência de prescrição médica para a comercialização de antimicrobianos”.

Para o CRF-SP, as justificativas do projeto de lei são ofensivas aos profissionais farmacêuticos ao afirmar que “no momento em que está fragilizado, que é na hora da doença, o cidadão brasileiro tem que, sozinho, enfrentar dois poderosos corporativismos classistas: o dos farmacêuticos, que garantem sua reserva de mercado pela lei que obriga todas as farmácias do Brasil a empregarem, ao menos, um profissional”. Para o Conselho, essa justificativa é um desrespeito ao direito à assistência farmacêutica conquistado pelos cidadãos brasileiros por meio da Lei 13.021/2014. A entidade reitera que os farmacêuticos são essenciais para a melhora da saúde e da qualidade de vida da população e, acima de tudo, cidadãos brasileiros que possuem a mesma aspiração de um País mais justo e com saúde para todos.


Fonte: Guia da Farmácia



Projeto visa liberar venda de antibióticos sem prescrição médica


Intenção é garantir o tratamento em locais com dificuldade de acesso a serviços médicos

Pessoas que moram em locais sem serviço regular de saúde pública poderão comprar antibióticos sem receita médica. É o que prevê o PLS 545/2018 que está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A intenção é garantir o tratamento em locais com dificuldade de acesso a serviços médicos. “O que precisamos, claro, é de saúde com acesso gratuito e universal para que todos tenham diagnóstico e prescrição médica. Mas, enquanto esse sonho não se concretiza, precisamos garantir o acesso da população a esses medicamentos em localidades que não possuam atendimento médico e serviço de saúde pública regular”, explicou o senador Guaracy Silveira (PSL-TO), autor do texto.

A exigência de retenção de receita médica para os antibióticos é uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2010. De acordo com resolução da agência, a venda desse tipo de medicamento só pode ser feita com uma receita dupla em que uma via é retida pela farmácia e a outra permanece com o cliente. Para o senador, a medida é resultante do corporativismo dos médicos e dificulta o acesso da população ao tratamento. “Trago um exemplo para explicar melhor minha indignação: a amoxicilina, antibiótico muito usado para combater dores simples de garganta, custa R$ 16 nas farmácias de Brasília. Mas a consulta médica para se conseguir a receita custa R$ 200, R$ 300. Isso está certo? Isso é justo com a população mais pobre?”.

A dispensa de receita prevista no texto se aplica tanto aos antibióticos isolados quanto aos associados a outras substâncias na fórmula. O texto ainda não tem relator e a decisão da CAS será terminativa. Isso significa que, se aprovado, o projeto seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para a análise pelo Plenário do Senado.



Fonte: Agência Senado/ Guia da Farmácia




Programa de Benefício em Medicamentos cresce em 2019



Previsão é de que, no ano, sejam dispensadas 125 milhões de unidades

Mais de 110 milhões de unidades (caixas) de remédio foram distribuídas no País, em 2018, por meio do Programa de Benefício em Medicamentos (PBM), segundo afirma a Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM (PBMA). Para 2019, a instituição prevê um crescimento de aproximadamente 15%, ou seja, que cerca de 125 milhões de unidades sejam dispensadas. “Com a popularização do conceito do programa e a retomada da confiança no mercado, a expectativa é que cresça o número de empresas que ofereçam PBM e, assim, um número maior de empregados e colaboradores contemplados”, prevê o presidente da PBMA, Luiz Monteiro.

Nesse volume, incluem-se todos os programas de acesso de medicamentos gerenciados pelo Programa de Benefício em Medicamentos: programas de desconto, programa de fidelização da indústria farmacêutica; programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde; e programas de gestão de medicamentos contratados por empresas que visam uma política de Gestão de Saúde mais evoluída.

Entre as vantagens para as empresas que oferecem o Programa de Benefício em Medicamentos a seus funcionários está a gestão do tratamento medicamentoso e a subsequente melhora da saúde populacional, queda do absenteísmo e, consequentemente, maior produtividade. “O desconto pode variar de acordo com o plano escolhido pelas empresas, mas há casos em que pode ser de até 100% do valor”, explica o presidente da PBMA. Empresas como Telefônica, IBM, Caterpillar, Unilever, Arcelor Mital, Carrefour, Nestlé, Gerdau e Tigre são alguns dos exemplos de corporações que já subsidiam medicamentos para seus funcionários aqui no Brasil.

Monteiro explica também que os custos na área da saúde estão entre as principais despesas das famílias brasileiras, sendo o medicamento o item que mais pesa no orçamento. Entretanto, o Programa de Benefício em Medicamentos dá as pessoas mais chances de seguir o tratamento, já que o subsídio oferecido pelas empresas facilita o acesso ao medicamento prescrito pelo médico. “Infelizmente, a falta de condição em custear o medicamento, muitas vezes, leva à interrupção do tratamento. Estima-se que cerca de 50% das pessoas que iniciam um tratamento de saúde o abandonam por falta de acesso ao medicamento”, conclui.



Fonte: Guia da Farmácia


Exclusão do Simples Nacional: sua empresa pode estar na mira



Atenção! Se você é proprietário de microempresa ou empresa de pequeno porte e está inadimplente junto ao fisco, saiba que o seu empreendimento pode sofrer exclusão do Simples Nacional.

Mas não se desespere. Continue lendo esse artigo pare entender melhor o assunto, saber como reverter essa situação e se informar mais sobre:

Entendendo a notificação da Receita Federal
O que é Simples Nacional?
O que fazer se a sua empresa for excluída do Simples?
Quais as consequências da exclusão


Exclusão do Simples Nacional – Entendendo a notificação da Receita Federal

A Receita Federal (RFB) começou a notificar as empresas com faturamento inferior a R$ 4,8 milhões que estejam com dívidas no regime tributário e diferenciado favorecido pelo Simples Nacional.

De acordo com a Receita, estão sendo notificadas 716.948 negócios devedores em todo o Brasil, que respondem por dívidas que totalizam R$ 19,5 bilhões. Para saber se a sua empresa está na relação de devedores notificados, é necessário conferir o Ato Declaratório Executivo (ADE), disponibilizado no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN).

O ADE pode ser acessado pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Atendimento Virtual (e-CAC), no site da RFB, mediante certificado digital ou código de acesso. O prazo para consultar o ADE é de 45 dias, a partir de sua disponibilização no DTE-SN. Assim que o contribuinte ficar ciente do ADE de exclusão, a partir dessa plataforma, terá 30 dias para regularizar os débitos, seja à vista, em parcelas ou por compensação.

Caso não o faça, será excluído do Simples Nacional a partir de 01 de janeiro de 2019. Mas se regularizar a sua situação dentro desse prazo, o seu desligamento será automaticamente suspenso, ou seja, a pessoa jurídica vai permanecer no Simples, não havendo a necessidade de comparecer às unidades da RFB para adotar qualquer procedimento adicional.

O que é Simples Nacional?

É o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, criado há 11 anos pela Lei Complementar 123/2006. Ou seja, é uma forma facilitada e simplificada de regime tributário destinada a empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. É simplificado porque reúne vários impostos e contribuições em uma única guia de recolhimento chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), o que reduz bastante a papelada. São esses os tributos recolhidos pelo Simples:

Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); 

Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);

Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS);

Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP);

Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS);

Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS);

Contribuição Previdenciária Patronal (CPP), arrecadação federal vinculada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Microempreendedor Individual (MEI) também é optante do Simples Nacional, porém não precisa pagar tributos federais (IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL), sendo necessário realizar apenas os seguintes pagamentos:

INSS a 5% do salário mínimo;

ICMS à R$1 (Comercio e Indústria);

ISS à R$ 5 (Prestação de Serviços)

O que fazer se a minha empresa sofrer exclusão do Simples?

Se o contribuinte notificado não regularizar a sua situação dentro do prazo de 30 dias, contados a partir do momento em que ficou ciente do Ato Declaratório Executivo (ADE), a exclusão do Simples Nacional será feita de forma válida e incontestável a partir de 01 de janeiro de 2019.

Porém, é possível acessar o site da Receita Federal e solicitar uma nova opção pelo Simples. Essa solicitação somente pode ser feita no mês de janeiro de cada ano e estará sujeita à nova verificação de pendências junto aos entes públicos. O acompanhamento do pedido pode ser feito no Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional. Perdendo esse prazo, a pessoa jurídica devedora terá que pagar os impostos pelas regras normais de tributação, lucro real ou presumido.

Caso a solicitação seja negada, devido a pendências do contribuinte, o ente federado responsável pelo indeferimento emitirá um termo de indeferimento, através do aplicativo Domicílio Tributário Eletrônico (DTE-SN) – disponível no Portal do Simples Nacional. O Termo DTE -SN pode ser consultado em até 45 dias, contados a partir da data da disponibilização da comunicação no portal.

Mas calma, ainda não é o fim de tudo. Se você se encontra nessa situação e o seu pedido de ingresso ao Simples foi indeferido, você pode manifestar inconformidade com a exclusão, protocolando uma contestação diretamente na administração tributária que apontou as irregularidades (RFB, Estado, Distrito Federal ou Município).

Quais as consequências da exclusão?

Se, infelizmente, a sua empresa sofrer exclusão do Simples Nacional, será necessário arcar com várias consequências, como a inscrição na Dívida Ativa da União e a impossibilidade de participar de licitações. Além disso, o nome da empresa ficará sujo na praça e ela não será mais beneficiada com os privilégios dados às empresas do Simples Nacional, principalmente relacionados às obrigações tributárias acessórias. Dessa forma, os tributos a serem pagos vão subir consideravelmente.

Por isso, é importante procurar um contador o mais rápido possível, para que ele possa analisar a sua situação e te orientar. Hoje é praticamente impossível fugir da fiscalização da Receita Federal, por isso o contador cumpre um papel fundamental para evitar que você, empresário, tenha dor de cabeça.


Fonte: Agilize



Imposto sobre medicamentos: Brasil lidera ranking



Um estudo da consultoria chilena de assuntos farmacêuticos InHouse mostrou o Brasil é o país da América do Sul com o maior imposto sobre medicamentos (28%). A tributação avaliada na pesquisa é o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). O País é acompanhado pela Argentina (com imposto de 21%) e pelo Chile (com 19%). Vale lembrar que, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a carga tributária em cima dos medicamentos é ainda maior, de 33,87%.

A análise da consultoria InHouse propõe que em países com imposto sobre medicamentos maiores ou similares ao Chile, sejam aplicadas medidas protecionistas, como descontos; fixação de faixas de preços; e distinção ou isenção de impostos para evitar que os custos afetem os pacientes. A reportagem publicada no portal da Associação Industrial de Laboratórios Farmacêuticos do Chile (Asilfa), exemnplifica que, “na Argentina, existem pacotes de medicamentos são subsidiados ao consumidor, não em produtos de alto custo que são caros, mas em produtos mais gerais, e para isso existe uma cesta básica de produtos que são mais baratos “, conforme mostrou o diretor da InHouse, Stephan Jarpa.

Enquanto isso, o Brasil foi pioneiro na América Latina na fixação de preços de referência externos. “Se um novo produto é reconhecido como tendo forte evidência de superioridade em relação à terapia padrão disponível, os preços de referência externos são aplicados”, explicou o especialista da InHouse. No Peru, apesar de ter um imposto semelhante ao chileno, eles estabeleceram que os medicamentos para doenças oncológicas e HIV/ AIDS estão isentos de impostos. No Uruguai, há um imposto de 10% para medicamentos, especialidades farmacêuticas, carne, peixe, entre outros.

No Chile, por sua vez, embora existam outras ações, como fundos de farmácias dando medicamentos gratuitos aos pacientes em clínicas, não há medicamentos isentos de impostos e, no momento, a ideia é descartada pelo governo.



Fonte: Asilfa